A indústria fonográfica
norte-americana está mais aberta a possibilidades
de cooperação com lojas online de música,
das menores empresas iniciantes à Amazon.com,
esperando conseguir estimular a venda de música
digital e superar o domínio da iTunes, da Apple,
sobre o segmento.
As gravadoras norte-americanas, no
passado paranóicas quanto à possibilidade
de pirataria em larga escala propiciada por empresas
de Internet como Napster e KaZaa, agora estão
adotando novos modelos de negócios, tais como
fornecimento de downloads de música gratuitos.
O objetivo é ampliar a receita
obtida nos mercados digitais para compensar a queda
mais acentuada do que se esperava nas vendas de CDs,
e criar alternativas à iTunes, a fim de reforçar
o poder das empresas no momento de renegociar contratos
de licenciamento.
"Qualquer opção
viável de descoberta de música é
uma opção que gostaríamos de
ver em ação", disse um executivo
de uma grande gravadora, pedindo que seu nome não
fosse revelado.
"Se isso for feito da maneira
correta, teremos novas receitas, já que alguns
desses canais dispõem de excelentes mecanismos
próprios que podem levar a compras diretas",
afirmou, refletindo a opinião de outros executivos
do setor contatados pela Reuters.
Muitas empresas iniciantes de Internet
propõem modelos de negócios para derrubar
a iTunes, cuja participação no mercado
de música digital atinge os 70%. Muitas delas
enfrentaram dificuldades ao negociar com as companhias
de música.
Licença
Uma das partes mais difíceis para
colocar em operação um serviço
digital de música é obter licenças
sobre a música distribuída. Na maioria
dos casos, as grandes gravadoras não concedem
licenças sem que os sites iniciantes façam
um volumoso pagamento adiantado.
A Amazon deve lançar sua rival
da iTunes esta semana, depois de assinar contratos
com Universal Music Group e EMI.
Duas empresas iniciantes de menor
porte, Qtrax e Spiralfrog, prometem oferecer downloads
grátis aos usuários, bancados por vendas
de publicidade que serão compartilhadas com
as gravadoras.