Evidentemente que os gênios da agência não devem ter pesquisado
suficientemente o intrumento Viola antes da criação da mensagem, senão
vejamos:
- O ilustrador inventou uma viola de seis cordas, que eu ainda não
conhecia, nas mãos de alguém que não pode ser chamado de violeiro, o
personagem mais se parece com um surfista que gosta e toca, se é que toca,
outro tipo de som em outro instumento em outras praias por aí;
- A Viola e seu Repertório são partes importantes na cultura e no legado
histórico de Minas Gerais, que aliás, é onde está baseada a Indústria Fiat
para fabricação e venda de seus produtos;
Se entendí equivocadamente o sentido explícito ou implícito na mensagem
contida naquela propaganda, eu espero que me perdoem a ignorância de
mineirão do mato, mas por favor, ajudem-me a compreender e sair desta
sensação de discriminação;
Nota: Que tal os criadores publicitários e responsáveis procurarem se
inteirar sobre nomes como Renato Andrade, Chico Lobo e vários outros, aquí
mesmo em Minas ... vão se surpreender com o virtuosismo e repertórios
tenebrosos deles?...
*Fiat responde, mas não conseguimos contato para obter permissão para publicar...
C O N C L U S Ã O:
A resposta da Fiat aos meus questionamentos, através da Sra. Priscilla Marchezini Morais, pretende justificar a famigerada propaganda usando a liberdade resultante de uma hipotética "licença poética criativa", para promover o produto em meio à galera jovem.
Uma pesquisa mais apurada e responsável constataria inúmeros casos de adolescentes que se interessam, e até, em alguns casos (vide Youtube), como ótimos instrumentistas em suas Violas Caipiras; sem contar evidentemente que a penetração conceito e criação de novíssimos grupos dedicados ao gênero estão atuando de forma onipresente nas Universidades (vide UFMG), verdadeiros guetos de Violeiros, ou por acaso lá (nas Faculdades) não existem jovens?!!!
Propaganda precisa chamar atenção, algumas vezes até de forma contundente, mas é necessário que seus criadores estejam baseados e municiados de justificativas, argumentos pelo menos mais inteligentes, para poderem responder à altura questionamentos do público alvo ou um ZéNinguém chato como eu.
Enfim, já pensaram que se os grandes Mestres Violeiros do Brasil resolvessem fazer uso de suas "licenças poéticas criativas" para criação de suas modas de viola, cururus, cateretês, toadas, querumanas, guarânias, corta jacas, batuques, baladas, valsas, pagodes de viola, e até o nosso calango mineiro , para cantar aos sete ventos e para todas as idades que "...Bão mesmo, afora um cavalo marchadô, é sair por aí numa confortável GM S10 ou pequena e atrevida VW Saveiro ..."
Aí meus amigos, a balada seria verdadeiramente maldita e tenebrosa... para a Fiat... e seus ousados colaboradores publicitários.
Carlos Augusto de Oliveira
teekarllos@yahoo.com.br
Contagem - Minas Gerais