O
Inicio
Tudo começou em casa, quando “Vilmarzinho”, como era
chamado, loirinho, “miudinho” com dizem no sul, por volta
dos seus 12 anos fugia de casa para ir ver os shows da cidade. Quando
sua mãe, achava que o menino estava dormindo, ele pulava a janela
e fugia para ver shows. Ajudava seus pais e irmãos com trabalhos
na roça na cidade vividense. Mesmo pequeno fazia trabalhos como
jardineiro, limpando terrenos, cortando grama, foi chapeador, e vendia
picolés para ajudar a grande família que na época
era de 10 filhos. Carlos Pitty é o sétimo dos filhos de
um total de 9. Começou aos 13 anos participar de festivais e do
programa de rádio de auditório do Sereno do Sul, que virou
o padrinho da carreira, abrindo as portas em sua banda e em seus programas
de rádio.
Primeiras dificuldades
Seu primeiro prêmio em festival, foi ganho com o primeiro lugar
na comunidade de Abundância em Coronel Vivida onde cantou a música
“Galopeira” no extinto festival Femuvi. Carlos Pitty lembra;
“Neste dia; eu fui de carona em cima de um caminhão ...em
uma estrada com muita poeira, rsrssr (rir). Mas valeu a pena!”.
Logo após já aos 14 anos, também começou
a tocar bateria além de cantar na banda Os Pioneiros do Sul.
“Nossa, a Banda ia de Kombi, e quantas vezes a Kombi quebrou.
Quantas noites mal dormidas... rsrs”.
Primeiro
trabalho
Nesta época começou no rádio como Office boy, cobrador,
sonoplasta e começou aos poucos como locutor, na rádio
Vicente Pallotti, onde ficou até os 17 anos. Nesta época
também tocou nas bandas de baile, Os Astros, Tropical, Mensagem
Nativa de Coronel Vivida e na Banda Impacto de Itapejara do Oeste PR.
Pausa
na carreira musical
Em 1997, foi convidado pelo amigo e agora também “cumpadre”
Omar Colla, para participar do concurso que selecionaria 2 locutores
na rádio Horizonte Fm de Palmas PR. Parou-se ai com a música.
Carlos Pitty, devido ao trabalho no rádio, a música ficou
de lado, porém não saiu do sangue.
Volta á música
Está no sangue e não tem outro jeito, em 2000, após
incentivo de amigos, Carlos Pitty participou de um festival local em
palmas e ficou em 1º lugar e logo depois foi representante do município
no festival Pé Vermelho, que conta anualmente com participações
mais de 100 interpretes dos 3 estados do sul do Brasil, ficando em 5º
lugar. Depois vieram vários festivais no sul do Brasil e shows
locais e regionais. Carlos Pitty em 2000, fez uma dupla, no qual era
chamada de Carlos Pitty e Gabriel. Neste ano, Carlos Pitty organizou
o Natal Show, onde a dupla levou ao centro da cidade um público
de mais de 5 mil pessoas. Por terem ideais diferentes, a dupla não
durou.
Primeiro CD
Em 2001, já tinha um demo simples “caseiro” com 2
músicas próprias, o qual foram bem executadas na rádio
da cidade. Carlos Pitty então; foi convidado para fazer um show
na Feira Expopalmas, em Palmas, e neste dia foi muito especial. Pitty
lembra: “Sabe, foi muito bom ver público de 5 mil pessoas,
cantando sua música, gritando seu nome e faixa de fã clube,
inesquecível”. Foi ai que surgiu o convite de Admilson
Mensor, Diretor da Rádio Club Am e horizonte Fm para gravar o
primeiro CD na carreira. O trabalho foi feito aos poucos com o produtor
Adimorvan Pícolo, e gravado durante quase 1 ano. O lançamento
aconteceu sob uma tremenda chuva, em setembro de 2002 no Ginásio
Tancredo Beghi em Palmas.
A Grande decepção
Em 2003, já com seu trabalho em ascenção, shows
na região, divulgação em rádio e tv, Carlos
Pitty vinha ganhando repercussão com as músicas “Eu
sou assim” e “Madrugada companheira”, aparece então
uma oportunidade de São Paulo para contrato para lançamento
de novo CD e administração da carreira. Após longos
dias de contato, o contrato é assinado com um empresário
(Infelizmente não podemos citar o nome), Carlos Pitty até
grava uma música em São Paulo, mas isso fica até
ai.
O empresário
então desaparece, levando consigo todo o investimento e os projetos
idealizados por Carlos Pitty, Ademilson Mensor. A carreira teve um declínio,
as coisas esfriaram, e devido ao ocorrido tudo ficou paralisado e o
empresário sumido. Após contatos e contatos, descobre-se
que o empresário agiu da mesma forma com diversos artistas. A
luta do Carlos Pitty é reconhecida por todos, e isso foi demonstrada
mais uma vez, frente a mais uma dificuldade. Carlos Pitty então
decide largar tudo no sul, seu trabalho, amigos, faculdade que cursava,
família e vai para São Paulo no inicio de 2005.
Carlos Pitty hoje
Janeiro de 2005, Carlos Pitty começa uma nova fase na carreira,
buscando contatos e planejando sua nova fase, com esperança de
que seu trabalho seja reconhecido. 2005 foi muito difícil, revela
Pitty: “A saudade era grande, das pessoas, do trabalho, dos amigos.
A distância da família e as dificuldades para entrar no
meio artístico da grande São Paulo eram grandes.”
Mas tudo foi superado, novos amigos, e a sede de vencer foi crescendo.
Carlos Pitty começou a se apresentar em casas de shows, cantar
com amigos, e planejar o novo cd e criou ainda o projeto independente
Programa Rádio Fama, o programa dos artistas. O disco novo está
ai, Carlos Pitty Acústico “Vida” que revela toda
as dificuldades, e a vontade de realizar um sonho. Hoje o programa de
rádio já é sucesso, está em dezenas de rádios
no Brasil e em Portugal, onde revela seu talento, seu projeto profissional,
abre espaço aos novos artistas e aos grandes nomes da música
nacional. “Quando cheguei em São Paulo, conhecia pessoas
que dava para contar no dedo, e hoje tenho milhares de amigos aqui e
no Brasil todo. Tenho até fã clube já rsrs! Mas,
agradeço muito a Deus por isso. Realmente acredito que toda essa
vontade, essa força vem dele” Enfatiza Carlos Pitty. Mas
isso tudo é uma soma de trabalho e amizades conquistada em mais
de 10 anos dedicado á comunicação, as suas composições
e a sua música.
Hoje Carlos
Pitty é realidade, independente do futuro, já é
sucesso por sua luta que veio da infância simples e humilde, sua
garra, sua valorização a cultura e seu apoio ás
pessoas que lutam por um sonho...que fazem do sonho algo real!